TIMBIRAS CONTA COM ALIANÇA FIBRA E CASAS SAMPAIO

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

COLINAS – MPMA propõe ação para regularizar transporte escolar

 

O Ministério Público do Maranhão ajuizou, nesta quinta-feira, 17, Ação Civil Pública, solicitando à Justiça que obrigue o Município de Colinas a regularizar a oferta do serviço de transporte escolar.  Assinada pelo promotor de justiça Carlos Allan da Costa Siqueira, a manifestação pede que o serviço seja ofertado com qualidade, regularidade, conforto e segurança aos alunos da rede pública.

O MPMA requer, como medida liminar, que o Município substitua todos os veículos inadequados que fazem o transporte nas rotas rurais, no prazo de 60 dias. Em caso de descumprimento, foi solicitada a fixação de multa diária no valor de R$ 2 mil a ser imposta ao município e ao prefeito, com os valores revertidos ao Fundo Estadual de Proteção dos Direitos Difusos.

INSEGURANÇA

Durante a investigação, o MPMA atestou a má qualidade do serviço, o que coloca em risco a vida dos estudantes. Foi constatada a utilização contínua de caminhonetes adaptadas (“paus de arara”) para o transporte de alunos nos povoados de Vão Grande, Mangaba/Assentamento do Pavio e Cabeça da Vaca/Alto da Lagoa.

As inspeções identificaram também a precariedade da frota de ônibus, com ausência de extintores de incêndio e emplacamento, poltronas rasgadas e soltas, falta de cintos de segurança funcionais e de climatização adequada.

Devido à falta de manutenção, um incêndio foi registrado em um ônibus escolar municipal no mês de setembro de 2024.

No mérito, o Ministério Público exige a reparação de todos os itens críticos de segurança da frota e a estrita observância das normas do Código de Trânsito Brasileiro.

Redação: CCOM-MPMA

SÃO LUÍS GONZAGA DO MARANHÃO – Homem é preso em flagrante por desmatamento de babaçual

 

Uma operação conjunta realizada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) e pela Polícia Militar resultou, nesta quarta-feira ,16, na prisão em flagrante de Antônio Luís Machado de Araújo, proprietário de uma área rural situada no povoado Santa Emília, município de São Luís Gonzaga do Maranhão. Ele foi autuado pelo crime ambiental de desmatamento ilegal de palmeiras de babaçu, de acordo com a Lei de Crimes Ambientais (9.605/98).

A atuação do MPMA teve início após o recebimento de uma denúncia veiculada pela Rede de Agroecologia do Maranhão (Rama) em rede social. A publicação trazia relatos, fotografias e vídeos detalhando a destruição de palmeirais de babaçu com o uso de maquinário pesado em área de extrativismo comunitário.

Diante da gravidade das informações, o promotor de justiça de São Luís Gonzaga do Maranhão, Rodrigo Freire Wiltshire de Carvalho, instaurou Notícia de Fato e expediu a requisição de apoio policial para a realização de vistoria imediata no local.

Durante a inspeção, o promotor de justiça e a guarnição do 15º Batalhão de Polícia Militar constataram os fatos denunciados. Ao ser abordado, o proprietário do imóvel confirmou que as atividades de desmatamento haviam sido executadas na propriedade e sem autorização legal.

Diante da constatação do ilícito ambiental permanente, Antônio Luís Machado de Araújo foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de São Luís Gonzaga do Maranhão, onde a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante delito. Conforme prevê a legislação penal para infrações com pena máxima inferior a quatro anos, foi arbitrada fiança no valor de R$ 3 mil para que o investigado responda ao processo em liberdade.

Além do crime ambiental previsto na legislação federal, o corte indiscriminado e a destruição de palmeiras de babaçu configuram violação à lei estadual nº 4.734/1986 (Lei do Babaçu Livre), norma que protege os babaçuais e garante o direito ao extrativismo sustentável por comunidades locais e quebradeiras de coco.

Redação: CCOM-MPMA

SÁBADO DIA (26/09) ACONTECERÁ O GRANDE COMICIO DA FAMILIA DO CANDIDATO A DEPUTADO ESTADUAL DRº BORBA

É dia de reunir a juventude, as famílias e todo o nosso time!  Vamos juntos todos de minha família 

No dia 26 de setembro, tem Arrastão da Juventude + Comício da Família. Uma grande caminhada de alegria, participação e encontro com nossa gente.

📍 Concentração: Forquilha, ao lado da casa de Dona Júlia

🕔 A partir das 17h25

Vista sua camisa azul, chame a família e os amigos e participe com a gente!




QUARTAS DE FINAL DA COPA RURAL SERÃO DISPUTADAS NESTE SÁBADO NO ESTÁDIO ALVINZÃO

A Copa Rural 2026 de Timbiras entra em sua fase decisiva neste sábado, 19 de setembro, com a disputa das quartas de final no Estádio Alvinzão. Após passar por seis polos da zona rural desde 8 de agosto, a competição reúne as oito equipes classificadas. A primeira partida começa às 9h, enquanto os outros três confrontos serão realizados a partir das 14h.

Segundo o secretário municipal de Esportes, Maurílio Correia, a estrutura foi preparada para receber atletas e torcedores. “O gramado está bom, tudo novo, com bolas novas, e temos certeza de que vai ser uma grande festa do esporte”, afirmou. As semifinais e a final serão disputadas no domingo, 27 de setembro, também no Alvinzão, com sorteios e prêmios para o público, além de transmissão ao vivo pela Oitimba TV.

BURITICUPU – Justiça suspende nomeações a pedido do MPMA

 Decisão reforça cumprimento de TAC contra nepotismo

A pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA), a Justiça determinou, nesta quarta-feira, 16, a suspensão imediata de duas portarias de nomeação editadas pela Prefeitura de Buriticupu. A medida foi requerida pela 1ª Promotoria de Justiça da comarca no âmbito da execução do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 01/2025, firmado entre o MPMA, o Município e o prefeito João Carlos Teixeira da Silva.

A decisão suspendeu os efeitos das Portarias que haviam nomeado Gilvan Mascarenhas de Lima para o cargo de assessor especial, na Secretaria Municipal de Saúde, e Gilberto Mascarenhas de Lima para o cargo de diretor do Departamento de Projetos e Orçamentos, na Secretaria Municipal de Infraestrutura, Obras e Urbanismo. Os dois servidores são irmãos e já integravam o núcleo de fatos anteriormente acompanhado pelo Ministério Público em procedimentos relacionados ao cumprimento do TAC.

Além de determinar o afastamento provisório dos nomeados, a Justiça fixou prazo de 24 horas para que o Município comprove o cumprimento da ordem e determinou a intimação pessoal do prefeito João Carlos Teixeira da Silva.

O Município e o prefeito também deverão apresentar, no prazo de cinco dias, os processos administrativos e demais documentos que antecederam as novas nomeações, incluindo eventuais declarações de parentesco e manifestações jurídicas relativas à compatibilidade dos atos com o TAC.

A Justiça determinou ainda que seja informado qual mecanismo administrativo passou a ser utilizado pelo Município após a revogação de procedimento anteriormente instituído para prevenção e controle do nepotismo.

SEQUÊNCIA DOS FATOS

Ao fundamentar a decisão, o Juízo considerou relevante a sequência de atos praticados pela Administração Municipal. Em maio de 2026, o próprio Município havia instituído procedimento administrativo específico de prevenção e apuração de nepotismo, reconhecendo a vigência do TAC nº 01/2025. Esse mecanismo foi revogado em 27 de agosto de 2026.

Seis dias depois, em 2 de setembro, Gilvan Mascarenhas de Lima foi novamente nomeado para cargo comissionado. Em 11 de setembro, foi publicada a nomeação de seu irmão Gilberto Mascarenhas de Lima para outro cargo comissionado.

A Justiça considerou que essa sucessão de atos constitui indício concreto de descumprimento da obrigação assumida no TAC. A decisão ressaltou que a conclusão definitiva será formada após o contraditório e a apresentação dos documentos administrativos requisitados. A decisão também registrou provisoriamente a possibilidade de incidência da multa pessoal prevista no acordo a partir de 11 de setembro de 2026, data das duas novas nomeações.

OBRIGAÇÕES

O TAC nº 01/2025 foi firmado pelo Município de Buriticupu e pelo prefeito João Carlos Teixeira da Silva com o Ministério Público do Maranhão, em outubro de 2025.

A assinatura ocorreu na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em São Luís, e foi acompanhada pelo procurador-geral de justiça, Danilo de Castro, além de integrantes da Administração Superior do MPMA e representantes do Município.

Na ocasião, o acordo foi apresentado como resultado de diálogo institucional destinado a interromper práticas de nepotismo direto, cruzado ou por contratação simulada e a implantar mecanismos permanentes de prevenção e transparência na gestão municipal.

Entre as medidas assumidas pelo Município estavam a regularização de situações de nepotismo; elaboração de Plano de Ação contra Nepotismo e Má Gestão, criação de normas internas para disciplinar nomeações; utilização de declarações de ausência de nepotismo; aperfeiçoamento do Portal da Transparência e implantação de mecanismos de controle de frequência dos servidores.

O acordo estabeleceu, ainda, acompanhamento pela área municipal de Transparência e Controle Interno, com prestação periódica de informações ao Ministério Público. Em caso de descumprimento, foi prevista multa diária de R$ 10 mil ao agente público responsável, além da possibilidade de execução judicial.

“O TAC é um instrumento de diálogo e solução consensual, mas também é um compromisso jurídico que precisa produzir resultados concretos. A atuação resolutiva não termina com a assinatura do acordo. Cabe ao Ministério Público acompanhar seu cumprimento e, quando necessário, utilizar os instrumentos judiciais disponíveis para assegurar sua efetividade”, avaliou o promotor de justiça Felipe Augusto Rotondo.

O acompanhamento do TAC já havia resultado em medidas administrativas. Em outubro de 2025, o Município encaminhou projeto de reestruturação do quadro de pessoal à Câmara Municipal mencionando expressamente o cumprimento do acordo e de Recomendação expedida pela Promotoria.

CONTROLE SOCIAL

A fiscalização do nepotismo em Buriticupu não está restrita aos servidores citados na decisão. A 1ª Promotoria de Justiça recebeu outras manifestações e representações, inclusive por meio da Ouvidoria do MPMA, relatando possíveis situações de nepotismo em diferentes setores da Administração Municipal.

As informações são analisadas individualmente e, quando necessário, são realizadas diligências, requisições de documentos e tomadas outras providências adequadas. Em outros casos, as informações são incorporadas ao procedimento administrativo responsável pelo acompanhamento global do TAC.

Registros publicados no Diário Eletrônico do MPMA demonstram a existência de outros procedimentos envolvendo possíveis situações de nepotismo na Educação, Assistência Social e demais áreas da Administração de Buriticupu. Segundo o promotor, a participação da sociedade tem papel importante nesse trabalho.

Redação: CCOM-MPMA

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

UBS JAMERSON BALDEZ OFERECE ATENDIMENTO DAS 7H ÀS 19H EM TIMBIRAS

A UBS Jamerson Baldez funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, em horário corrido, ampliando o acesso aos serviços de atenção básica em Timbiras. A unidade oferece consultas de clínica geral, atendimento odontológico, serviços de enfermagem, vacinação, acompanhamento nutricional e assistência farmacêutica. Para receber atendimento, os moradores devem apresentar RG e CPF na triagem.

A equipe também realiza visitas domiciliares semanais a pacientes acamados ou com dificuldades de locomoção e acompanha hipertensos, diabéticos, gestantes e crianças. “A prevenção é a melhor forma de evitar danos à saúde. Orientamos a população a buscar a unidade para suas consultas de rotina”, destacou a equipe. Caso o paciente não possa se deslocar, a orientação é comunicar ao agente comunitário de saúde para que seja organizada a visita domiciliar.

IMPERATRIZ – MPMA promove palestras sobre parentalidade responsável

 Evento abordou a reorganização familiar pós-separação, com destaque para o lançamento de cartilha

Alline Matos é autora do projeto “Eu vejo você”

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) realizou na segunda-feira, 14, no auditório das Promotorias de Justiça de Imperatriz, o evento “Famílias em Transformação: novos caminhos para a Parentalidade Responsável”. A atividade reuniu palestras, o lançamento da cartilha “Eu Vejo Você” e a apresentação das Oficinas de Parentalidade Responsável.

Participaram da atividade profissionais e estudantes de Direito, Psicologia, Serviço Social e Pedagogia, reforçando a atuação interdisciplinar e em rede exigida na proteção integral da infância e da juventude.

Promovida pelas 2ª e 3ª Promotorias de Justiça da Família e Sucessões de Imperatriz, em parceria com o Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CAO-IJ), a iniciativa buscou ampliar o debate sobre o exercício responsável da parentalidade, especialmente em contextos de separação e reorganização familiar. Durante as exposições, destacou-se que o fim do relacionamento conjugal não extingue a família nem os deveres parentais, exigindo um ambiente coparental saudável focado no bem-estar e no desenvolvimento integral dos filhos.

Evento foi realizado na sede das Promotorias de Imperatriz

DIREITO DAS FAMÍLIAS E COPARENTALIDADE

A mediadora do encontro e titular da 3ª Promotoria de Justiça da Família e Sucessões de Imperatriz, promotora de justiça Raquel Chaves Duarte Sales, ressaltou a relevância de se pautar o tema publicamente:

“Hoje foi um start para podermos falar sobre parentalidade. Essa cartilha pensada pela Dra. Alline é essencial para começarmos a mudar a mentalidade da sociedade e ressaltar a importância de famílias estruturadas para termos uma sociedade mais igualitária e solidária”.

Raquel Chaves ressaltou relevância do tema

TRANSIÇÃO FAMILIAR

A promotora de justiça Alline Matos Pires Ferreira, titular da 2ª Promotoria de Justiça da Família e Sucessões de Imperatriz e autora do projeto, ministrou a palestra “Parentalidade responsável e o Ministério Público – iniciativas para uma integração positiva entre os pais na reorganização familiar pós-separação”.

Em sua apresentação, a promotora enfatizou que a guarda compartilhada e a divisão equilibrada das responsabilidades parentais devem afastar estereótipos tradicionais de gênero que sobrecarregam as mães e reduzem a participação paterna a meras visitas quinzenais.

Em sua declaração, Alline Matos Pires Ferreira explicou o propósito do projeto: “hoje a gente lança sementes para a construção de uma coparentalidade, para criar um ambiente favorável para que os pais, mesmo não tendo mais a conjugalidade, entendam que existe um vínculo forte que não se desfaz: os filhos. O relacionamento afetivo acabou, mas o vínculo parental continua. Queremos mostrar que a família continua, só que em uma nova roupagem”.

Membros do MPMA participaram da atividade

OLHAR DE PROTEÇÃO

Titular da 1ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de Imperatriz e coordenador do CAO-IJ, o promotor de justiça Gleuson Malheirosdestacou a importância de ir além das obrigações financeiras na proteção dos menores:

“A parentalidade responsável traduz esse significado de que a responsabilidade dos pais não se resume a obrigações materiais ou ao pagamento de pensão, mas principalmente a manter, de forma equilibrada, o cuidado, a convivência, o afeto e a proteção aos filhos”.

PENSÃO PIX

A programação contou também com a palestra da promotora de justiça Cristiane dos Santos Donatini, titular da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Açailândia, que abordou o tema “Novidades e impactos da Lei nº 15.479/2025 – Pensão PIX, detalhando os reflexos práticos da nova legislação no cumprimento ágil e efetivo das obrigações alimentares.

CARTILHA E OFICINA

Profissionais e estudantes acompanharam as discussões

Durante o encontro, foram lançados formalmente dois instrumentos educativos. A cartilha “Eu Vejo Você” é um material de orientação às famílias que aborda as necessidades emocionais e psicológicas dos filhos durante divórcios ou dissoluções de união estável. O documento alerta sobre a alienação parental e práticas nocivas (como usar o filho de “espião” ou “mensageiro”), orienta sobre a construção de um Plano de Parentalidade flexível e reforça que questões de pensão não podem ser usadas para proibir a convivência.

Já a Oficina de Parentalidade Responsável se trata de um programa pedagógico de autocomposição e prevenção de conflitos direcionado prioritariamente a pais com processos nas Varas de Família. O instrumento busca desenvolver o diálogo e afastar a comunicação violenta.

Redação e fotos: CCOM-MPMA