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terça-feira, 1 de setembro de 2026

TERESINA – MPMA e MPPI firmam parceria para implantar sistema para combater violência contra mulheres

 

Acordo viabilizará cadastro unificado de casos de violência doméstica e familiar

PGJs do Maranhão, Danilo de Castro, e do Piauí, Cláudia Seabra, assinaram documento

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) e o Ministério Público do Piauí (MPPI) formalizaram, nesta terça-feira, 1, na Procuradoria-Geral de Justiça do Piauí, em Teresina, um acordo de cooperação técnica que estabelece o uso, em São Luís, do sistema PRO MULHER (Protocolo Único de Atendimento à Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar).

A parceria foi oficializada por meio de um termo de licença de uso gratuito e um plano de trabalho, assinados pelos procuradores-gerais de justiça das duas instituições, Danilo José de Castro Ferreira (MPMA) e Cláudia Pessoa Marques da Rocha Seabra (MPPI).

“Estamos muito felizes em estar aqui, no MP do Piauí, sendo recebidos pela procuradora-geral, Cláudia Seabra, que altruisticamente cedeu o programa PRO MULHER, que vai evita revitimização, melhorar o fluxo de atendimento das mulheres e maximizar as funções das promotorias da mulher. Em nome do Ministério Público do Maranhão agradeço muito ao MP do Piauí e estamos também à disposição”, destacou Danilo de Castro.

Do MPMA, estiveram presentes o chefe de Gabinete do PGJ, Fábio Henrique Meireles Mendes, e o chefe da Assessoria Especial de Investigação, Reginaldo Júnior Carvalho. Participaram da solenidade, ainda, o corregedor-geral do MPPI, Fernando Melo Ferro Gomes, o subprocurador de Justiça Administrativa do Ministério Público piauiense, Plínio Fabrício de Carvalho Fontes, e a promotora de justiça do MPPI Amparo Paz.

A ferramenta, desenvolvida pelo MPPI, permite o registro, o acompanhamento e monitoramento dos atendimentos prestados às mulheres em situação de violência doméstica e familiar pelos órgãos da rede de proteção, incluindo os de Justiça, segurança pública, assistência social e saúde. O objetivo é reduzir a fragmentação de informações, evitando dificultar o acompanhamento dos casos.

“Assim como Ministério Público do Piauí também se utilizou de ferramentas importantes do MP do Maranhão, nós temos o prazer de compartilhar a ferramenta tecnológica PRO MULHER, que protege a mulher vítima de violência doméstica publica porque ela define um fluxo. Hoje no Piauí nós temos mais de dez instituições integrando essa grande rede de proteção, tudo em favor da defesa do direito a essa mulher de ter um sossego, de ter paz, de ter uma vida digna sem violência”, explicou Cláudia Seabra, chefe do MP piauiense.

Reunião foi realizada na sede do MPPI, em Teresina

DIRETRIZES

Segundo o plano de trabalho, a falta de comunicação padronizada entre os serviços da rede de atendimento gera a necessidade de retrabalhar os dados e compromete o acompanhamento dos casos. A implantação do PRO MULHER busca corrigir essa lacuna, permitindo maior eficiência, celeridade e padronização.

O acordo está alinhado às diretrizes da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que estabelece, entre outras obrigações, a integração operacional dos órgãos jurídicos, de segurança pública e de assistência social. Igualmente, está em concordância com o edital nº 01/2025, da Corregedoria Nacional do Ministério Público, que institui o Selo “Respeito e inclusão no combate ao feminicídio”.

SISTEMA

Por meio da parceria, o sistema PRO MULHER, de propriedade exclusiva do MPPI, será cedido gratuitamente ao MPMA. O Ministério Público piauiense disponibilizará o código-fonte, a estrutura da base de dados, a documentação técnica e o apoio necessário à implantação da ferramenta em São Luís, além de comunicar atualizações do sistema.

Já o MPMA indicará uma equipe técnica para a integração do sistema, a capacitação dos usuários, o custeio da implantação e a proteção dos dados produzidos.

No Maranhão, a abrangência inicial será o município de São Luís, com possível ampliação a outros municípios do estado, por meio de adesão de novos órgãos. A vigência do acordo é de cinco anos, sem transferência de recursos financeiros entre as instituições.

A rescisão do acordo pode ser realizada em qualquer tempo, após comunicação formal com antecedência mínima de 30 dias ou devido ao descumprimento das obrigações firmadas.

CRONOGRAMA

A utilização efetiva do sistema, pelo MPMA, será iniciada em 90 dias após a implementação operacional da ferramenta.

Durante a vigência do acordo, será realizada a avaliação do funcionamento do sistema, os fluxos e a eficiência dos atendimentos.

Membros do MPMA e do MPPI

Redação: CCOM MPMA

TIMON – MPMA entrega veículos para uso de instituições de segurança pública

 Bens são resultado da Operação Barão Vermelho 03

Veículos foram destinados a forças de segurança

O Ministério Público do Maranhão realizou, na tarde desta terça-feira, 1º de setembro, a entrega de 13 veículos para instituições que atuam na segurança pública da Região dos Cocais. Foram destinados provisoriamente 13 meios de transporte apreendidos durante a Operação Barão Vermelho 03, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), em 3 de setembro de 2025.

Durante a cerimônia de entrega, o titular da 2ª Promotoria de Justiça Criminal e coordenador da regional de Timon do Gaeco, Carlos Pinto de Almeida Júnior, destacou que os bens são resultado de muito trabalho do Grupo, contando com o apoio da Administração Superior da instituição.

O procurador-geral de justiça, Danilo de Castro, enfatizou o objetivo do Ministério Público do Maranhão de garantir mais segurança à sociedade. “Nós queremos nos integrar cada vez mais com as nossas forças de segurança. Sabemos que o Estado tem recursos limitados e, enquanto isso, o crime avança. Nós apreendemos bens do crime organizado que agora servirão exatamente ao combate à criminalidade”, enfatizou.

DISTRIBUIÇÃO

A Polícia Civil do Maranhão recebeu seis veículos, que ficarão a serviço do Núcleo de Operações com Cães (NOC) Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc); Departamento de Combate ao Roubo a Instituições Financeiras, além da Delegacia Geral e da 17ª Delegacia Regional de Caxias.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) recebeu três veículos, que irão auxiliar na atuação da Supervisão de Ferramentas Tecnológicas para Segurança (STS), Unidade Prisional de Ressocialização de Caxias e Grupo Especial de Operações Penitenciárias (Geop)

Outros dois veículos foram entregues à Polícia Militar do Maranhão, destinados ao 2º e ao 33º Batalhões de Polícia. O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão recebeu uma moto aquática, destacada para atuação em Timon, enquanto a Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania (SEMSPC) passou a contar com um veículo para apoio institucional.

BARÃO VERMELHO 03

A terceira fase da Operação Barão Vermelho teve a finalidade de dar continuidade à desarticulação de organização criminosa com atuação nos estados do Maranhão, Piauí e Paraíba. As ações foram executadas nas cidades de Timon, Teresina e João Pessoa. Nesta fase, o Gaeco cumpriu 23 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão e três de interdição de pessoas jurídicas, com a suspensão de atividades das empresas, sendo duas delas de grande porte na capital piauiense. Os mandados foram emitidos pela Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados da Comarca da Ilha de São Luís.

A operação contou com o apoio operacional do Instituto de Criminalística do Maranhão (Icrim-MA), Gaeco/MPPI, Gaeco/MPPB e das Polícias Militares do Maranhão e Piauí, bem como das Polícias Civis do Piauí, do Maranhão e da Paraíba. Ao todo foram 190 agentes públicos e integrantes das forças de segurança envolvidos na ação.

Apreensões são resultado da terceira fase da Operação Barão Vermelho

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

Desde a primeira fase da operação, em 2023, o Gaeco se deparou com uma organização criminosa bem estruturada e com ações sofisticadas, principalmente no esquema de lavagem de capitais. As ações delituosas incluem pessoas físicas e jurídicas que movimentaram quantias vultosas entre si, havendo ainda a ocorrência de saques bancários de quantias elevadas, situações que chamaram a atenção das autoridades.

A investigação apontou também que a organização, além de atuar com tráfico de drogas, opera com falsidade de documentos de veículos, receptação de cargas roubadas ou desviadas, receptação de ouro de origem ilícita e agiotagem, dentre outros.

Redação: CCOM-MPMA