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sábado, 19 de novembro de 2016

Depois de 47 anos o Brasil pode correr o risco de ficar sem pilotos na F1.

Felipe Nasr no paddock de Interlagos para o GP do Brasil (Foto: Felipe Siqueira)
Se a falta de opções no grid já colocava Felipe Nasr em situação delicada para 2017, a mudança de estratégia de marketing de seu principal patrocinador pode selar de vez seu destino na Fórmula 1. O Banco do Brasil, responsável pelo aporte financeiro que abriu portas para o brasileiro na principal categoria do automobilismo mundial, decidiu que não renovará o contrato com a Sauber e nem acompanharia o piloto em um eventual acerto com a Manor, única outra opção que resta para Nasr no Mercado. As informações foram publicadas pela Folha de S.Paulo e confirmadas pelo GloboEsporte.com.

O Banco do Brasil tem contrato de patrocínio pessoal com Nasr desde 2011, e em 2014 anunciou que daria o aporte financeiro para que o piloto estreasse na Fórmula 1 na temporada seguinte. À época, a empresa pretendia internacionalizar sua marca. Diante da crise econômica enfrentada pelo Brasil e pela desvalorização do real frente a outras moedas estrangeiras, este posicionamento de mercado foi alterado, e algumas prioridades foram revistas. Pesaram também a insatisfação com índices de audiência e a possibilidade da saída do GP do Brasil do calendário.

O contrato firmado entre o Banco e a Sauber, válido até 31 de dezembro de 2015, foi negociado em euros, em valor equivalente a aproximadamente R$ 50 milhões anuais. Diante do novo cenário, a empresa procurou a equipe de Nasr no meio do ano para informar sobre a necessidade de repartição de custos.

O GloboEsporte.com apurou que foi apresentada ao piloto uma proposta para que o banco continuasse como parceiro, mas sendo responsável por cerca de um terço do investimento atual. Desta forma, Nasr precisaria encontrar pelo menos outros dois patrocinadores, fossem eles privados ou estatais, para manter o volume oferecido à futura equipe – na F1 atual, não basta ser bom piloto: é preciso oferecer à escuderia altas cifras além de talento.

Oficialmente, o banco não revela os valores da operação devido a cláusulas de sigilo no contrato, assim como não comenta o patrocínio pessoal com Nasr, que envolve valores bem mais modestos e é válido até 2019. A mudança de estratégia quanto ao investimento na Fórmula 1, no entanto, foi confirmada através de nota oficial.

- O Banco do Brasil informa que condicionou a renovação do contrato de patrocínio à escuderia Sauber na F1 à entrada de outros patrocinadores, públicos ou privados, reduzindo o valor investido pelo Banco no projeto de marketing. O Banco do Brasil reconhece o talento do piloto Felipe Nasr, orgulha-se por ser o patrocinador responsável por seu ingresso na F1, mas, por restrições orçamentárias e estratégias de marketing, entende como necessário rever seu investimento na categoria neste momento - diz a nota enviada ao GloboEsporte.com.

A única e remota possibilidade de que o Banco revisse a decisão era se Nasr tivesse a oportunidade de mudar para uma equipe de ponta, com chances de brigar por título. Neste caso, o investimento da estatal brasileira teria que ser ampliado em relação ao feito com a Sauber, mas o retorno para a marca também seria muito maior. O cenário, no entanto, não chegou perto de se desenhar desta forma. Além da Sauber, a única equipe que ainda possui vaga em aberto para 2017 é a  Manor.

Procurado pela reportagem, o staff de Felipe Nasr afirmou que não pode comentar a decisão do Banco do Brasil e limitou-se a dizer que segue com canais de negociação abertos em todas as frentes.

- Está tudo sendo negociado, não tem nenhuma definição. Estamos negociando ainda com todo mundo. Por enquanto isso é tudo especulação. Logo depois do GP de Abu Dhabi (marcado para 26 de novembro) podemos ter novidades. Se estamos negociando a permanência dele na F1, então não posso falar em plano B - disse Carlos Cintra Mauro, mais conhecido como Lua, responsável pelo contato com a imprensa.

O curioso é que Nasr, mesmo que não tenha seu vínculo renovado, foi responsável por deixar a Sauber próxima de receber ‎€ 40 milhões ao final da temporada. Isso porque os dois pontos conquistados pelo piloto no GP do Brasil fizeram a equipe suíça saltar para a décima posição do Mundial de Construtores, e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) premia justamente os dez primeiros colocados. 

Depois de marcar 27 pontos em 2015, Nasr vinha acumulando problemas em 2016 e andando atrás do companheiro Marcus Ericsson. Os dois únicos pontos marcados por ele em toda a temporada vieram no GP do Brasil, no último fim de semana, com um nono lugar em grande corrida de recuperação - ele largou em 21º. Caso se confirme a ausência de Nasr, esta será a primeira vez desde 1969 que o Brasil ficaria sem representante na Fórmula 1.

Por /Rio de Janeiro

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