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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

A timbirense Alice Juliana consegue em sua categoria vencer o Prêmio Viva 2019.



Estes são os vencedores do #PrêmioViva2019! Parabéns a cada uma e um que fomenta ações afirmativas de combate a violência contra a mulher.

"Estou muito feliz por tem conquistado o Prêmio Viva - Pela Vida de Todas as Mulheres , desenvolvido pela Marie Claire e Instituto Avon, esta ação destaca e premia pessoas que desenvolvem atividades de enfrentamento a violência contra as mulheres e fui indicada e estou entre as vencedoras de cada categoria, gostaria muito de agradecer ao meus amigos de minha cidade Timbiras e de todo o Brasil por acreditarem e votarem em mim, disse Alice Juliana".


1. Amanda Ferreira, na categoria Sociedade Civil. 

2. Alice Juliana, Educação. (TIMBIRAS-MA)

3. Ana Fontes, categoria Autonomia Econômica; 

4. Djair Moura, em Eles por Elas; 

5. Adriana Reis, na categoria Revendedora Avon; 

6. Elza Paulina, Segurança e Justiça; 

7. Elânia Francisca, na categoria Saúde;

8. E Vanessa Grazziotin, em Legislativo.

As comemorações do Prêmio Viva 2019 começaram. No último domingo, 24, os finalistas desta segunda edição se reuniram com as equipes de Marie Claire e do Instituto Avon na 1900 Pizzeria, no bairro de Perdizes, para um jantar de confraternização.

A ideia é que todos pudessem se conhecer pessoalmente, falar de seus projetos e começar ali uma corrente poderosa pela vida das mulheres e meninas do Brasil.

A noite começou com as boas vindas de Laura Ancona, diretora de redação de Marie Claire, e Daniela Grelin, diretora executiva do Instituto Avon. “O Prêmio Viva surgiu a partir da iniciativa de duas marcas que têm o enfrentamento à violência contra a mulher como parte de seu DNA”, destacou Laura. “A ideia é dar visibilidade à causa através de iniciativas nas mais diversas áreas – de Saúde à Educação – com histórias inspiradoras que tiveram impacto positivo na sociedade", completou Daniela.

Alice Juliana de Sousa, 21 anos, educadora social, tornou-se mãe muito cedo. Tinha apenas 17 quando engravidou. Foi uma gestação não planejada, como a de uma amiga da mesma idade. Com 29 mil habitantes, a sua Timbiras, no Maranhão, é uma típica cidadezinha do interior onde – como ela diz – todo mundo sabe o que você faz ou deixa de fazer.

 
Alice Juliana
“Aqui a moça tem que casar virgem, senão a família fica difamada. O sexo é tabu nas conversas entre pais e filhos. Na escola, os professores de biologia também não se aprofundam muito nas aulas sobre reprodução humana”, descreve. “Foi só quando aconteceu comigo que percebi a importância de oferecer aos jovens informações de qualidade sobre sexo, direitos reprodutivos e formas de se preservar”, afirma. Uma filha nos braços poderia, com todas as responsabilidades que a maternidade acarreta, ter atrapalhado Alice Juliana. Mas ela passou no vestibular quando Juliane Beatriz tinha só dois meses, e segue estudando biologia na Universidade Federal do Maranhão, no campus do município de Codó, há 25 quilômetros da sua cidade natal.

Aos 18 anos, começou a participar de projetos da Plan Iternational Brasil, uma ONG fundada na Inglaterra que atua na promoção dos direitos da criança e no empoderamento das meninas para a busca de igualdade. “Lá abri os olhos para a violência de gênero. Até então, não identificava como violência muitas situações comuns em minha comunidade. Eu cresci ouvindo as pessoas dizerem que a vizinha espancada pelo marido continuava com ele porque gostava de apanhar”, lembra. “Na ONG aprendi que essas mulheres vivem em um ciclo de violência muito grande; e que não é simples romper e sair da situação. Portanto, elas precisam de uma rede de apoio”, argumenta.

A experiência pessoal com a gravidez na adolescência e os novos conhecimentos plantaram em Alice Juliana um desejo. “Quanto mais eu aprendia, mais crescia a vontade de falar para todo mundo que aquilo estava errado”, diz. Foi desta conclusão que, em 2016, nasceu o grupo Juventude em Ação Social Comunitária (Jasc), fundado e coordenado por ela, que chamou amigas e amigos para a empreitada. No primeiro momento, a ideia era socorrer crianças muito pobres. O ponto de partida foi uma mobilização para ajudar sete filhos de uma mulher da comunidade que se suicidara. “Nós nos juntamos para recolher mantimentos, produtos de higiene e materiais escolares para eles, e acionamos os serviços públicos”, lembra Alice Juliana. Como estava fortemente envolvida com as discussões de gênero e ciente do quanto falar sobre isso com pessoas vulneráveis poderia mudar perspectivas, ela passou a organizar as atividades do Jasc nesta direção. “Fomos buscar outros públicos. Logo, adolescentes e mulheres se aproximaram. Hoje, no grupo tem o recorte Nós Somos a Luta, que articula gênero e proteção”, diz a estudante, que concorre na categoria Educação.

No grupo, todos são voluntários, dividem as tarefas e realizam as atividades em espaços cedidos pela comunidade. O foco é o fortalecimento da autoestima e o desenvolvimento de estratégias de independência econômica para evitar a violência de gênero. “Nossa intenção é mostrar a meninas e jovens mulheres a importância de conhecer o nosso corpo – para entender o que nos dá prazer e também para nos proteger. Mostramos que a gente precisa de autonomia para decidir se quer ter filho, quantos e quando. Que as mulheres são livres, podem se relacionar com quem quiser e sem preconceitos”, diz Alice Juliana.



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