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quinta-feira, 8 de março de 2018

Tenente-coronel preso por suspeita de contrabando presta depoimento em São Luís

Por G1 Maranhão, São Luís, MA 

Tenente-coronel Antônio Eriverton Nunes Araújo desembarcou na tarde desta quarta-feira (7), em São Luís. (Foto: Mauro Wagner/SSP)
Tenente-coronel Antônio Eriverton Nunes Araújo desembarcou na tarde desta quarta-feira (7), em São Luís. (Foto: Mauro Wagner/SSP) 

O tenente-coronel Antônio Eriverton Nunes Araújo chegou em São Luís na tarde desta quarta-feira (7). Ele foi preso em Belém-PA, onde fazia um curso. A prisão foi decretada pela Justiça por ele ser suspeito de participar da quadrilha que contrabandeava armas, cigarros e bebidas, no Maranhão. 

Um helicóptero do Centro Tática Aéreo (CTA) foi o responsável por trazer o tenente-coronel, que desembarcou no início da tarde na sede da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA). Da secretaria, ele seguiu para a Superintendência de Combate à Corrupção (Seccor), onde presta o seu primeiro depoimento. O tenente-coronel Eriverton comandou o 21º Batalhão de Polícia Militar até janeiro deste ano. 

Até o momento, as investigações confirmaram que a quadrilha de contrabandistas tinha dois galpões clandestinos, que guardavam uma grande quantidade de bebidas e cigarros. Uma mercadoria avaliada em R$ 100 milhões. A suspeita é de que os produtos chegavam de navio. Ainda não se sabe de onde vinha o contrabando. 

Já foram presas 16 pessoas, entre elas o Delegado Tiago Bardal, que era superintendente estadual de investigações criminais (Seic), um dos cargos mais importantes da Polícia Civil do Maranhão. Além dele, estão presos o ex-vice-prefeito de São Mateus, Rogério Sousa, o coronel da PM, Reinaldo Elias Francalanci, e o major Luciano Rangel, ex-subcomandante do 21º BPM. 

Segundo as investigações, o Major Rangel e outros cinco policiais usavam uma viatura da PM para fazer escolta dos caminhões que transportavam cargas ilegais. Ainda de acordo com a denúncia, o esquema pagava ao Major Rangel a quantia mensal de R$ 50 mil, e entre R$ 6 e R$ 10 mil aos policiais subordinados à ele. O tenente-coronel Antônio Eriverton é o nono militar preso nos últimos 15 dias por suspeita de envolvimento com os contrabandistas.
 

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