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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Valéria Macedo pede ampla divulgação da Campanha ‘Setembro Verde’ e declara ser doadora de órgãos

A deputada Valéria Macedo usou a tribuna na sessão desta terça-feira (5), para chamar atenção da população para a campanha “Setembro Verde”, que tem como objetivo sensibilizar e conscientizar a população sobre a doação de órgãos e tecidos humanos. A parlamentar é autora da Lei de nº 10.373, que foi sancionada em 2015 pelo governador Flávio Dino e ficou instituído no Calendário Oficial do Estado do Maranhão este mês como ‘Setembro Verde’.

Pela lei, durante todo o mês de setembro, os prédios públicos serão iluminados com a cor verde. A parlamentar destacou a importância da doação de órgãos e, especialmente, da realização de amplas campanhas publicitárias em diversos tipos de mídias chamamento da população e das famílias para este assunto, que ainda é muito delicado no seio das famílias maranhenses e brasileiras.

A deputada destacou a importância do diálogo com a família para a doação. “A mobilização em torno da doação de órgãos é fundamental para o sucesso desse trabalho, tendo em vista que em nossa legislação a doação de órgãos para transplante só pode acontecer através da autorização familiar, sendo assim provocar a conversa sobre esse tema em família é a melhor forma de incentivar as pessoas à comunicarem sua vontade e dessa forma os familiares tenham mais segurança e clareza no momento de decidir sobre a possível doação de órgãos de um ente querido", disse Valéria Macedo, acrescendo que “na minha casa já avisei para minha família: sou doadora. E acho essa decisão uma das mais expressivas manifestações de solidariedade e humanismo.

De acordo com a coordenadora da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos do Maranhão (CNCDO/MA), doutora Maria Inês Oliveira, com o enorme avanço científico dos últimos anos, a maioria dos transplantes tem possibilitado o reinício de uma vida saudável e digna a muitos pacientes. “São histórias de sucesso que só acontecem graças à solidariedade das famílias que entendem que doar órgãos é realmente doar vida”, afirmou.

Dados

No Brasil a doação é consentida e somente pode ser concretizada diante da autorização da família. De acordo com dados do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT-ABTO), o Maranhão apresentou taxa elevada de negativa familiar para doação de órgãos e tecidos em 2016 (63%) implicando num número de transplantes renais e de córneas no estado muito aquém das necessidades do estado.

O primeiro semestre de 2017, segundo o RBT-ABTO, foram realizados, no Maranhão, 26 transplantes renais, todos no HUUFMA, e 119 transplantes de córneas, ambos representando aumento considerável em relação ao mesmo período do ano anterior, 160% e 45%, respectivamente.

Hoje, no Maranhão, há uma lista de espera de córneas com mais de 700 pacientes ativos e de rim com mais de 200 pacientes ativos, que esperam numa fila a doação de um órgão para transplante.

A doação somente é permitida após a morte encefálica, ou seja, quando o paciente não tem mais condições vitais do sobreviver. As condições técnicas médicas hoje são as mais evoluídas do ponto de vista humano, de modo que as doações de órgãos não implicam mutilações, alterações dos corpos e até a doação de córneas não deixam vestígios no corpo dos pacientes mortos. É um trabalho técnico cuidadoso e humanizado e o que é mais importantes os órgãos doados possibilitam um novo coração para outra pessoa, rins e outros órgãos que possibilitarão outras pessoas terem uma vida digna e sadia após o transplante. “Para nós brasileiro a morte ainda é um tabu apesar de todos nós termos a certeza clara e evidente de sua inevitabilidade, e este tabu infelizmente se estende a doação de órgãos, muitas das vezes por falta de esclarecimento e da importância para pessoas que podem ter uma vida saudável após o transplante”, disse Valéria.   

Esse registro brasileiro evidencia que, de janeiro a junho de 2017, houve notificação, pelos hospitais maranhenses, de 87 potenciais doadores porém somente 8 se tornaram doadores efetivos, se configurando como uma das mais baixas taxas de efetivação de doadores do Brasil e com o mais alto índice brasileiro de negativa familiar (69%). A doação de órgãos do Corpo humano no Maranhão ainda é um tabu para a maioria das famílias.

Incentivo à campanha Setembro Verde

No dia 13 de setembro às 11h, a deputada Valéria Macedo, defensora da causa realizará uma sessão solene, às 11h no plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão para debater a temática sobre o “Setembro Verde” junto com a Central Estadual de Transplantes e outras instituições.
A campanha visa estimular o diálogo acerca da doação de órgãos no seio das famílias maranhenses esperando a redução das taxas de negativa familiar à doação no Estado. A campanha deste ano traz o slogan “É HORA DAQUELAS DUAS PALAVRINHAS COM SUA FAMÍLIA: SOU DOADOR”.

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