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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Governo do Estado e FIDA dialogam com povos indígenas no interior do Estado

Após uma agenda intensa com reuniões com os movimentos sociais, entidades públicas e privadas e visitas a assentamentos, comunidades quilombolas, cooperativas, comunidades que vivem do extrativismo, a comitiva do Governo do Estado e do Fundo Internacional do Desenvolvimento Agrícola (Fida), órgão das Nações Unidas, ouviu as principais demandas dos povos indígenas Guajajaras e Canelas, nos municípios de Barra do Corda, Jenipapo dos Vieiras e Fernando Falcão nesta quarta-feira (13) e quinta-feira (14). 

Foram visitadas as aldeias Raimundão, Taboca e Escalvado. A aldeias próximas participaram das reuniões como é o caso da Aldeia Tainá, Jerusalém e Jacu 1 e 2 no município de Barra do Corda. Durante as visitas a comitiva conheceu a rotinha das comunidades que sobrevivem da chamada “roça de toco” e do extrativismo do buriti. As aldeias além de cultivar mandioca e produzir farinha, as comunidades produzem milho, cuja semente foi entregue pelo Governo do Estado por meio do Programa Mais Sementes.
Os índios relataram à comitiva que precisam de conhecimentos para a produção de alimentos. Eles tem pequenas roças, onde a produção é apenas para o alimento. O objetivo das comunidades é produzir mais para vender e ter como comprar as coisas que precisam. 


Segundo a secretária adjunta de Extrativismo, Povos e Comunidades Tradicionais da SAF, Luciene Figueiredo, a comitiva do FIDA ficaram sensibilizados e estão defendendo a necessidade de atuação nas aldeias. “A visita às comunidades indígenas foi um momento muito forte porque vimos a possibilidade do estado apoiar e contribuir para o fortalecimento dessa cultura, preservação e manutenção desses povos”, enfatizou Luciene. 

Para Paolo Silveri, ouvir os povos e o agricultor familiar é importante para definir projetos que possam atender as necessidades de cada localidade. “Encontramos um Governo muito determinado em superar a pobreza geral e rural. Encontramos, também, comunidades civis organizadas muito ativas, disponíveis e com muita esperança de melhorar. Para o Fida entrar no Estado precisa dessa combinação, Governo e comunidade civil organizada”, acentuou Paolo Silveri. 

FIDA 

No Brasil o FIDA trabalha com foco no semiárido do nordeste para beneficiar, principalmente, agricultores familiares, assentados e trabalhadores rurais com prioridade a mulheres e jovens. Combater a fome, fortalecer a segurança alimentar nas comunidades rurais, gerando emprego e renda nos municípios maranhenses são algumas atuação do FIDA.

O FIDA irá atuar em seis territórios: Baixo Parnaíba, Cocais, Campos e Lagos, Lençóis Maranhense, Médio Mearim e Vale do Itapecuru. Com investimentos de US$ 40 milhões (dólares americanos), equivalente a mais de R$ 156 milhões de reais, o projeto irá beneficiar 790 mil pessoas e 122 comunidades quilombolas. O recurso investido no Maranhão é proveniente da parceria do Governo do Estado e FIDA, através da coordenação da SAF. 

 
Assessoria de Comunicação e Eventos - Ascom 
Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF)
Contato: +55 98 9182-3778

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